sábado, 30 de outubro de 2010

musicas

Promessa de Deus

Intérprete: Cassiane

"Quando leio as escrituras eu começo a meditar
Na história de um homem, que foi traído
E perseguido por seus irmãos
Foi vendido e humilhado
Mesmo assim não reclamou
E José foi levado ao Egito era um plano do senhor...
Grandes sonhos Deus lhe deu
Que o iria exaltar...
Quem tem promessa não morre
Esta é a palavra do Senhor Jeová

Vem Espírito de Deus, agir neste lugar
Quero ver tuas promessas se cumprindo em mim
Te imploro, oh! meu Deus, vem derramar
A tua unção hoje aqui!
E com autoridade eu vou profetizar
No nome de Jesus eu sei que há poder...
E o que ele prometeu vai acontecer!

Mesmo que o inferno tente roubar
Tudo o que o Senhor planejou
Nos escolhidos de Deus
Ele não pode tocar!
O céu se move e a vitória
Vem de Jeová"

Como pode alguém colocar nos lábios do Senhor palavras que não foram por Ele proferidas? A própria Bíblia está cheia de exemplos de pessoas que morreram sem ver as promessas de Deus se cumprirem em suas vidas:

* Êxodo 15.26: “Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o Senhor que te sara.” A promessa é condicional.
* Êxodo 33.1: Deus promete a Moisés e ao povo entrar na terra prometida (o povo tirado do Egito); boa parte desse povo morreu em Quiriate-Hataavá, ver Números 11.31-35.
* Em Números 14.1-19, o Senhor chega ao ponto de querer deserdar o povo da promessa; do versículo 20 até o 22, o castigo vem e eles não vêem a terra que lhes fora prometida.
* Em Números 20.2-12, o próprio Moisés perde o direito à promessa. Ver Números 27.12-14. 

Explique Hebreus 11:13 , quando no contexto cita vários Heróis da fé , mas quando chega no Vs 13 diz que todos esses morrerram sem ter alcançado as promessas... 

terça-feira, 28 de setembro de 2010

gloria da segunda casa, novamente

http://novareformaprotestante1.blogspot.com/2009/10/gloria-da-segunda-casa.html
24 Anciãos

Não importa oque sou ??? não importa ?
Nem oque tenho diante do que tu és...
Trago minhas vestes minha coroa e ofereço a ti... dificil entender a confusão das vestes com coroa
E como os 24 anciãos e a entrada em jerusalém a mulher na casa de simão eu me lanço aos seus pés novamente, os 24 anciões (entrada de Jerusalem?) com a mulher na casa de Simão. Sem sentido.

Não tenho outro bem além de ti
Não tenho outro bem além de ti
Não tenho outro bem além de ti Senhor
Eu te amo (eu te amo)
Eu te quero (eu te quero)
Eu te adoro Senhor, não tenho outro bem além de ti.

Sinceramente, o que o Apostolo Paulo tinha nas tripas o autor dessa musica tem na cabeça.
Por ordem, essa é bem interessante. 24 anciãos, se refere ao texto de Apocalipse 4:4 “E ao redor do trono havia vinte e quatro tronos; e vi assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos vestidos de vestes brancas; e tinham sobre suas cabeças coroas de ouro”.
Esses 24 anciãos confundem algumas pessoas, mas não deveriam. Sua aparência os delata. Eles têm tronos, portanto são governantes. Estão ao redor do Trono de Deus, então eles O assistem. Eles estão assentados, portanto seu trabalho está terminado. Estão vestidos de branco, portanto são justos. Estão usando as coroas Gregas chamadas "Stephanos", portanto são vencedores, vitoriosos. São chamados de anciãos, um título mais associado ao Cristianismo do que ao Judaísmo. Acho que temos um caso forte indicando que eles representam a Igreja. E o que tem a ver 24 anciões com a mulher na entrada da casa de Simão ?
Qto à mulher não há nenhuma base bíblica para se acreditar que esta mulher fosse Maria Madalena, principalmente porque em Lc 8:2, ao referir-se a Maria Madalena, Lucas cita que dela saíram sete demônios.

desculpem a demora

1. 24 Anciãos
2. A glória da segunda casa
3. A Vitória da Fé
4. Abro Mão
5. Acima De Tudo
6. Aleluia, Hosana
7. Aliança
8. Altar
9. Amor de Um Rei
10. Apaixonado por Jesus
11. As Minhas Fontes
12. Basta
13. Bendito Eu Serei
14. Bendito Serás
15. Bondade e paz
16. Caminhando Estou
17. Cântico de Davi
18. Celebrando a Colheita
19. Celebre
20. Cidadão dos Céus
21. Compromisso
22. Confia No Senhor
23. Correndo para teus braços
24. Cruz
25. Dar a Volta por Cima
26. Deixa eu te louvar
27. Desde Sião
28. Desejo do Meu Coração
29. Deus de Milagres
30. Deus de Promessas
31. Deus do impossível
32. Deus Vai Fazer
33. Diminua Eu
34. Dizem
35. É Impossível, Mas Deus Pode
36. Em Toda Terra
37. Erga-Te
38. És minha vida
39. Estou vivendo a promessa
40. Eu Nao Preciso Ser Reconhecido
41. Eu Quero Deus
42. Eu vou ganhar no grito
43. Eu Vou Viver Uma Virada
44. Faz Chover
45. Faz Chover
46. Faz Um Milagre Em Mim
47. Fiel é o que prometeu
48. Graças
49. Grande Celebração
50. Invoca-me
51. Já Posso Suportar
52. Lembra Senhor
53. Leva-me Além
54. Mais
55. Mais que vencedor
56. Manancial de Águas Vivas
57. Maravilhoso
58. Marca da Promessa
59. Me Arrebataste
60. Meu Amado
61. Meu Futuro
62. Meu Melhor
63. Meu Redentor
64. Minha Canção
65. Minha casa se encherá
66. Minha cidadela
67. Minha Herança
68. Muda-me
69. Muito Mais
70. Na Corte Do Egito
71. Não Ficarão
72. Não Importa o Dia
73. Não Recuarei
74. Não Tenho Outro Bem
75. Não Vou Desistir
76. Novas Águas
77. Nunca Desistiu de Mim
78. O chão vai tremer
79. O favor de Deus
80. O Melhor Está Por Vir
81. O que dizer
82. O sinal do Teu amor
83. O sinal do Teu favor
84. Olha pra Mim
85. Palavra Profetica
86. Perdoa
87. Perto Quero Estar
88. Pra Tocar No Manto
89. Preciosa Semente
90. Querido Deus
91. Raiz de Davi
92. Rede ao Mar
93. Reinar em vida
94. Restitui
95. Restitui
96. Restitui
97. Sacia-me
98. Salmo 3
99. Santo
100. Se cumprirá
101. Se Não For Pra Te adorar
102. Se Tua Voz Ouvir
103. Seja comigo
104. Selo do Teu Amor
105. Senhor e Rei
106. Ser Fiel
107. Serás Sempre Deus
108. Sete Vezes Mais
109. Sobre as Águas
110. Sobre as águas
111. Sopra Espírito
112. Te Adoramos, Oh Altíssimo!
113. Te Adoro Senhor
114. Te Conhecer
115. Te Louvarei
116. Te Louvarei
117. Teu é o Reino
118. Teu filho e nada mais
119. Teus sonhos
120. Tirar os pés do chão
121. Toca Nas Águas
122. Toca-me outra vez
123. Toda Sorte de Bênçãos
124. Toque no Altar
125. Trazendo a arca
126. Tua graça me basta
127. Tudo o que sou
128. Unidade
129. Vem Promessa
130. Vencedor
131. Vestes de Louvor
132. Vida abundante
133. Volto a vida


Desculpem a demora, estava com problemas de saude na familia, meu avô + precisamente.
A lista acima é só o toque no altar, q trampo hein... abraço

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Analisando letras das músicas dos grupos de louvor

Estarei postando em partes nos próximos dias observações das letras de musicas de grupos evangélicos de expressão atual, pra começar vou pelo grupo Toque no altar. A principio porque o nome do grupo já chamou muito a atenção. Acabei de pesquisar a quantidade de musicas do grupo, sendo 133 músicas. Dei uma olhada rápida nos títulos e estou sinceramente impressionado, a começar pelo esforço desses grupos em influenciar através da música sua liturgia religiosa, como é sabido a força que a música exerce na alma do ser humano, atingindo nossos sentimentos, relaxando, abrindo níveis de consciência, entre tantos outras influencias que a musica é capaz de exercer na psique humana. Essa capacidade é conhecida e explorada pela maioria das religiões, a exemplo os mantras hindus, que tem por principio a repetição de pequenas frases com o objetivo de serem recebidas e enraizadas do subconsciente do receptor, inclusive, técnica hoje muito utilizada por alguns grupos evangélicos, principalmente em reuniões (cultos) e por músicos populares que tem a consciência do potencial que a música exerce nas pessoas. Sobre a música temos uma infinidade de temas relevantes a serem citados, entre eles a música new age, o psy trance popular em festas de musica eletrônica em todo o mundo com suas vertentes, musica esta criada eletronicamente de maneira a produzir efeitos incríveis, tendo um exemplo bem atual o I-Doser, um site onde se pode através de sons em determinadas freqüências capaz de produzir efeitos idênticos ao de drogas.
Outro ponto importante no esforço desses grupos está em trazer rituais do sacerdócio levitico, se auto-denominando levitas (leia outro post dízimos e sacerdócios), trazendo para os nossos dias os costumes e liturgia do antigo judaísmo, expressões, até o chofar, um antigo berrante feito de chifre de carneiro utilizado para convocar o povo para reuniões, está sendo utilizado nas gravações, tido como instrumento sagrado. Hoje não existem instrumentos sagrados + sim santos que tocam instrumentos.
Acompanhe os próximos posts, abraço no amor de Cristo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A igreja fora dos portões




Primeiro de quatro videos sobre o tema a igreja fora dos portões, não deixe de assistir.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ja que foi Deus quem disse...

A muito tempo que ouço alguem dizer: "Deus me disse......". Sabe de uma coisa, to começando a perceber que esse disse me disse divino, em sua grande maioria, é apenas uma forma da consciência dessa pessoa se auto afirmar. Parece que, se qualquer decisão tiver a frase "Deus me disse" ou “eis que te digo” no começo da sentença , então está tudo certo! Se Deus disse como alguém pode retrucar? Como questionar a palavra do próprio Deus? Impressiona como que isso tem sido usado apenas como manipulação automática, levando pessoas a viverem suas loucuras místicas, contudo, com um "Deus me disse" como um afago no ego.
Quando Deus diz algo então a luz vem..."E disse Deus haja luz e houve luz"... pois bem, a palavra que Deus fala logo se torna parte da existência, com isso, a vida é diretamente afetada pela sua palavra... as leis físicas, químicas e quânticas sofrem interferência da palavra, ou seja, se Ele falar algo de fato acontece. Com essa banalização do "Deus me disse" então criou-se uma forma de fé a qual promove o superego da pessoa, levando assim para um mundo mágico, fruto de sua mente, onde lá tem certeza que Deus falou. Ai, ai , ai....dá até preguiça de continuar falar....

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Qual a sua motivação ?


O que te motiva ?
Qual a sua motivação para viver uma vida com Deus?

A anos tenho feito essa mesma pergunta a diversas pessoas em situações diferentes. Não  saí por ai fazendo uma pesquisa, porém, com as poucas pessoas que perguntei a resposta foi unânime: ser salvo, e ir para o céu! Após ouvir por tantas vezes a mesma resposta, despertou em mim outra pergunta às pessoas, após a primeira: - Qual o foco do evangelho e dos ensinamentos de Jesus ?Novamente a mesma resposta: SALVAÇÃO. Não somente no catolicismo romano, o protestantismo e grande maioria das religiões cristãs carregam consigo esse conceito. Eu talvez na minha ingenuidade, quando perguntei qual era a motivação para algumas dessas pessoas, esperava como resposta que seria o amor que os impulsionava na sua caminhada com Deus. E quando perguntei qual o foco do evangelho, esperava a mesma resposta, pois foi o que Jesus viveu e pregou em todo tempo, chamando as pessoas a entenderem que deveriam amar, e assim tudo seria cumprido.
Sinceramente, sendo mais objetivo ainda, não creio mesmo que nossa motivação para servir e viver pra Deus seja alcançar a salvação, ou o céu, e sim o amor. Ou seja, a salvação se torna consequencia de quem vive o amor para com Deus e pra com as pessoas. Porque aceitar a Cristo, viver uma vida segundo o que Ele ensinou, apenas para garantir seu lugar no céu, ou o pior, escapar da eternidade do inferno, muita das vezes torna-se uma opção para escapar do inferno, apenas. Puro medo do sofrimento no inferno, e assim então garantir seu lugarzinho no céu, livrar sua pele.
Nem sempre é culpa de quem aceita esse modelo de evangelho, pois esse é o modelo que tem sido apresentado por séculos a fio. Quem não se recorda do famoso “apelo” (apelam mesmo) onde a pessoa é induzida a acreditar que caso não faça exatamente como deve ser feito, estará condenado a viver a eternidade nas chamas. Ai então após o momento mágico de levantar a mão como sinal de aceitação, supostamente estaria salvo. Por toda a cristandade tem amedrontado as pessoas com o convite de que devem aceitar a Jesus para serem salvos. A o catolicismo se utilizou muito também para extorquir dinheiro, fato. Sim,  Deus AMOU o mundo que deu seu filho para que todo o que n’Ele CRER não pereça, mais tenha a vida eterna. Fácil observar que antes de ser salvo devemos crer no evangelho de Cristo, e a salvação se torna consequência. Esse CRER faz com que vivamos o AMOR nos nossos dias, sem ter que se preocupar com o futuro, nem com o fato de ser salvo ou não. Leia esse texto:

I João 4: 16 E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor, e quem permanece em amor, permanece em Deus, e Deus nele.
17 Nisto é aperfeiçoado em nós o amor, para que NO DIA DO JUIZO TENHAMOS CONFIANÇA, porque, qual ele é, somos também nós neste mundo.
18 No amor NÃO HÁ MEDO (nem mesmo do inferno) antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.                
19 Nós amamos, porque ele nos amou primeiro.
20 Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, não pode amar a Deus, a quem não viu.
21 E dele temos este mandamento, que quem ama a Deus ame também a seu irmão.

Nossa motivação para vivermos uma vida para Deus não deve ser a salvação, mas sim a alegria de vivermos o amor.Imagine então, se Deus falasse pra todos nós o seguinte: Mudei de idéia. Não existe céu mais, nem inferno. Agora sirvam a mim somente pelo amor, sem esperar nada como recompensa, quem quiser, livres da preocupação de irem para o inferno quando morrerem. E AI COMO É QUE FICARIA A CRISTANDADE NO MUNDO? Continuariam "servindo" a Deus? Ou voltariam a viver as libertinagens e segundo suas ambições e desejos carnais?Dei apenas um exemplo, mas na pratica mesmo é EXATAMENTE assim que é !
Volte um pouco e leia o versículo 17 (João 4:17). A única confiança que alguém pode ter quanto a sua salvação é quando ele vive e se aperfeiçoa no amor, do contrario desculpe decepcionar você de nada vai adiantar você viver sua vida toda se afastando de coisas que gostaria de fazer, praticar, e enfim, abandonando uma vida que gostaria de muitas vezes vive-la, e o que vou dizer agora é mais que serio, você corre o grande risco de se decepcionar quanto à sua tão sonhada salvação. Agora, claro que as religiões especialmente as cristãs dizem pregar o amor ! Mais que amor é esse ? Como se ama o irmão ? No momento em que alguém diz pra você: OLHE PRO IRMAO DO SEU LADO E DIGA: EU TE AMO ! ? hahahahahaa
Como é possível amar seu irmão sem se relacionar com ele ? Sem saber o que esta acontecendo lá dentro dele, suas necessicades  dificuldades, alegrias...? Que amor é esse ? Nada mais que um apelido. O falso amor pregado pelo mundo, tendo como base troca de interesses, até mesmo nos relacionamentos. Casam-se para ter um companheiro, pra ter alguém com quem se satisfazer sexualmente como um advogado q procura brechas na lei, resolve se casar apenas para ter um parceiro sexual e “deixar de pecar” ou melhor, pecar à vontade, vivendo um casamento sem propósito, amizades sem amor.

I João 3:16 Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
17 Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitando, lhe fechar o seu coração, como permanece nele o amor de Deus?
18 Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obras e em verdade.

Semana passada veio um homem da denominação do meu avô visita-lo pois ele está enfermo  (visita de 5 minutos, mesmo) com um caderno nas mãos, contendo uma lista de visitas que deveria fazer naquele domingo. Ele era do "ministério" de visitas. Em cinco minutos ele fez um X no nome do meu avô como missao cumprida, vamos para o próximo. Ai meu avô comentou: "esse irmão é abençoado, ele tem 3 casas!". Pensei comigo, o cara tem 3 casas, pra ele mulher e uma filha. Pra que ele precisa disso tudo? O pior é que as duas que sobram ele ALUGOU para dois "irmãos" da "igreja" que não tiveram condições de comprar uma casa para morar. Desejo de todo coração, e em amor que essas palavras não fluam sem sentido para você, nem como argumento hipócrita, mas que o próprio Deus mesmo fale contigo apontando dentro de ti sua verdadeira motivação para viver para Deus.
Salvação não foi a única resposta que obtive das pessoas sobre suas motivações. Muitas disseram que o que as motiva é viver pra Deus, frequentar os cultos nos templos, orar e assim: "COMER O MELHOR DESSA TERRA" "VIVER TODOS OS MEUS SONHOS" "SER FELIZ" "TER UMA VIDA ABENÇOADA" "PROSPERAR"... e por ai vai outros ridículos como receber cura de uma doença, casar, se tornar um empresário de sucesso, ser um pastor famoso, dá até preguiça de continuar.

De quem é a culpa ? Dos pregadores ? que quando deveriam pregar o AMOR, pregam um evangelho de interesses (o amor não busca interesses), trocas e barganhas com Deus ? Isso é conversinha furada de quem não se garante com Deus e nao quer viver uma vida com responsabilidade para com Ele. Jogar a culpa no "pastor" é comum, porque assim você fez "sua parte" a culpa é do outro. Não se engane pois Deus não vai considerar isso pois o tempo da ignorância já passou faz tempo.

“Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé ao ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que eu entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

“O amor jamais acaba; mas havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem desisti das coisas próprias de menino. Porque agora, vemos como espelho, obscuramente, então veremos face a face; agora conheço em parte, então conhecerei também como sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três: porém, o maior destes é o amor.”

A palavra que aparece, que sobeja, que Paulo esbanja, que o Espírito Santo usa e, no sentimento mais reverente do termo, abusa neste texto é a palavra Ágape, a palavra amor. Palavra esta que antes de Jesus ter vindo a este mundo, antes do Espírito Santo ter sido derramado como aconteceu sobre o povo de Deus, não tinha no grego clássico e técnico, a conotação que os cristãos com suas vidas emprestaram; imprimiram e imputaram a esta palavra.
Ágape não era a forma mais extraordinária de sentir-se, de se amar. No mundo grego era uma das formas de se falar em amor. Mas agora os cristãos que foram possuídos por algo tão sublime, tão divino, resolveram transformar aquela palavra que soava como outras, numa palavra com um peso diferente, com conotação diferente, com sentido diferente, com conteúdo estranho e diferente, desconhecido para o mundo grego e para todo o resto. Dessa forma, a palavra Ágape passou a ser termo para definir, para descrever dois tipos de lições. Em primeiro lugar, trazia uma nova idéia. Antes, amor era um sentimento por alguma pessoa, pela melhor das pessoas. Quanto melhor, quanto mais elevada, quanto mais querida fosse aquela pessoa em relação às mesquinhezas da própria vida, mais digna de amor seria.
Mas agora se introduz no cenário do sentir uma outra idéia, um outro conceito, estranho ao primeiro citado. Amor não é aquilo que se destina aos melhores. Amor não cresce na medida em que cresce o objeto amado. Ao contrário, quanto maior é o amor, tanto menor é o objeto ao qual ele se dirige. Maior é o amor quanto mais destituídas de virtudes são as pessoas as quais ele se direciona. Maior é o amor, se consegue ser amor para párias, ser amor para as prostitutas, se consegue amar os não amados, se consegue querer os não queridos, se consegue viver com pessoas impossíveis de se conviver.
Vem Jesus, vem o Espírito Santo, vem a Igreja e transforma o sentido desta palavra. Emprestou-lhe uma nova idéia e fez da cruz de Jesus a afirmação maior deste amor. Da cruz onde Deus ama aqueles que os homens não amam, onde Deus ama os que não se amam a si mesmo, onde Deus ama os que não merecem amor, onde o amor de Deus é Ágape. É na cruz que nasce o Ágape. É na cruz que nasce o amor. E é por causa da cruz que essa nova idéia brota nesta terra deserta onde dantes só nasciam espinhos, que floresce esta realidade maravilhosa de que o amor é possível porque o madeiro da cruz floresceu neste Ágape, nesta vida, nesta capacidade de sentir por aqueles aos quais ninguém sentia nada.

Em segundo lugar, a Igreja emprestou a esta palavra não apenas uma nova idéia, mas com ela construiu a maneira de viver de um novo homem. Olhem queridos, com esta palavra nascem homens novos, nascem mulheres novas, nascem homens e mulheres que querem ser e que com a graça de Deus. Gente que verá a vida como Deus a vê. Pessoas que amarão os homens com a qualidade do amor com a qual Deus nos ama.
Ágape não introduz apenas uma nova idéia, mas introduz um novo homem neste mundo velho e cansado pelo ódio, desavenças, pela tirania do egoísmo humano. A partir daí, Paulo, que vem falando aos Coríntios num contexto de dons espirituais, apanha a qualidade do Ágape, do amor, e o compara com os dons, com o frenesi dos dons. Lá estavam os gregos de Corinto empolgados com a capacidade de falar em línguas, de profetizarem, com os dons do conhecimento, com os doutoramentos espirituais que juntavam no carisma do espírito, com a fé que removia montanhas, com a capacidade de operar milagres.
Então vem Paulo e em primeiro lugar diz: o amor é maior que os dons. E diz isto entre os versos 1 e 3. Inicia dizendo que o melhor discurso sem amor, é apenas barulho. Que o falar em línguas, sejam dos anjos ou dos homens, sem o amor, é como metal que retine. Para Deus é isto! É lata batendo! Por essas e outras muitos dos que viveram uma vida toda falando em línguas, expulsando demônios, profetizando, distribuindo os bens aos pobres, dando seu próprio corpo para ser queimado, se esforçando nos trabalhos da religião, enfim. Sem amor de nada adiantou, nem mesmo para garantir seu lugarzinho no céu. Você pode fazer a si mesmo a mesma pergunta que certamente muitos dos coríntios que ouviram as palavras de Paulo fizeram. Como é possível alguém dar tudo aos pobres sem amor? Seu corpo para ser queimado em favor de alguém sem amor ? Falar a língua dos homens e dos anjos sem amor ? Pelo mesmo motivo que muitos não traem sua mulher, apesar de desejar todos os dias sair com a vizinha. Por puro e simples medo ! Medo do inferno. Ai Jesus os chama de sepulcros caiados, porque estava na moda pintar as tumbas de cal, ficava branco, bonito, mas por dentro estava cheio de podridão. Viver uma vida toda cumprindo as regras que a religião te disse que deveria cumprir para então ser salvo, tendo nem sempre o céu como motivação, mas sim o medo do inferno, não garantirá que esteja um dia no céu. Pois fazer tudo o que tem feito, sem amor, de nada adiantará, de nada valerá.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Estado de Imbecialização mental

Certas faltas de compreensão entre os cristãos religiosos (especialmente evangélicos pentecostais ou neo-pentecostais) — são sempre de impressionar pela eterna imaturidade e estado de imbecilização mental. Na realidade me assusta sempre ver que as pessoas se dizem crentes em Jesus, mas tanto não conhecem os evangelhos (não os lêem mesmo!), como também nada sabem acerca do significado do que Jesus veio fazer. São pagãos de mente, mas falam em nome de Jesus o tempo todo, como mágica devota e proteção supersticiosa. Brigam pela Bíblia, mas não a conhecem. E o que dela sabem vem da interpretação frequentemente tresloucada ou corrompida que outros fazem e apresentam. O que Jesus disse, pouco importa. A impressão que se tem é que até Jesus ficou “reverentemente obsoleto” para eles. Ou seja: Jesus é o Pelé da fé; mas depois “dele” muita coisa mudou; e hoje os tempos são outros. Assim, por Jesus tem-se carinho e respeito na hora que o bicho pega dentro da “igreja”. Mas se tudo estiver sob controle, o que vale é o ensino do “novo mover”, do novo profeta, do apostolo da moda, ou a empolgação de um novo modelo. Em um país de IURDS famigeradas; de franquias de cura e exorcismos; de cursos de libertação cobrados; de gente que confessa o nome de Jesus, mas que crê muito mais na “tia libertadora”; que dá dinheiro para os exploradores e ainda fica zangada quando o mal é descoberto; que não cansa jamais de apoiar o engano do falso profeta, e de se insurgir contra quem prega a Palavra — não há nada mais a dizer se não “Sejam infelizes no engano!” Num país no qual os falsos profetas, apesar de Mateus 7: 22-24, são tratados como gente de Deus em razão de milagres e exorcismos, não há lugar para a advertência de Jesus quanto ao fato que por fora se vestem de ovelhas, mas por dentro são lobos e mercenários roubadores. Sim! O que se pode dizer? A esses digo: Infelizmente não é possível ser feliz no engano! Podem tentar. Podem fazer campanhas. Podem dar o dinheirinho em barganhas sem fim. Podem idolatrar seus apóstolos e bispos. Podem até viver no templo como Samuel. Mas, ainda assim, jamais serão felizes. E por quê? Ora, é que eles ouvem a verdade como acusação; olham o Evangelho como algo obsoleto; vêem a Graça como bobagem de gente que “não se garante com Deus”; falam de Deus com o nervosismo de quem fala do diabo; e tratam o diabo como o poder que somente a Deus se deveria atribuir. O que lhes vale é apenas o guru que lhes “libera” a palavra de libertação e lhes dá a “cobertura” de proteção espiritual, sem a qual ficam sujeitos ao diabo e às maldições — tanto as do diabo, como também, eventualmente, as do líder zangado, no caso de ser abandonado por alguma ovelha que abra os olhos. Então, que fazer? Sim! Que povo é esse? Que gente é essa? E o que sobrou do Evangelho neles? Eu sou evangélico demais para ser ainda “evangélico”.
Evangélico é o que se deriva do Evangelho. Portanto, evangélico é aquilo que carrega o conteúdo do Evangelho, tanto como ensino, como em espírito, em modo de ser, de ver, de ouvir, de sentir, e de se manifestar. Hoje, infelizmente, a “igreja evangélica” é católica-pré-reforma-ex-protestante; é a casa da escuridão; é o lugar dos medos; é a hospedaria da santa inquisição psicológica; é a morada dos espíritos da mentira; é o covil dos enganadores mais puníveis da terra; é a praça das falsas aparências; é o jardim dos loucos que vendem lucidez desconhecida; é o templo dos homens deuses; é a oficina na qual “Deus” é concertado pelos mecânicos da teologia ou dos novos moveres; é a guardiã das doutrinas dos homens; é a maior criadora de fantasias sobre a realidade... É macumbogélica! É casa mal assombrada! Dentro dela está cheio de gente boa, e também de gente boba! A minha dor é ver que muitos enxergam, mas, ainda assim, não querem ser curados! Se alguém perceber que essa é uma palavra de amor doído, e se puder ver que há verdade em tudo o que aqui digo, então, se quiser, venha, pois a jornada não acaba com os “evangélicos”. Ela começa no Evangelho! Afinal, não somos nem de homens e nem de movimentos históricos perecíveis, mas somos gente da Nova Jerusalém, da Assembléia dos primogênitos arrolados nos céus; e somos gente da Nova Aliança; e do sangue de Jesus; e da incontável hoste de anjos; e da nuvem de testemunhas; e da afinidade com o testemunho de todos os justos que amaram a Palavra para além da própria vida. Escolha se você é evangélico ou “evangélico”. No papel a diferença são “aspas”. Mas na vida a diferença é entre vida ou morte, paz ou angustia, serenidade ou neurose, proteção ou paranóia, alegria de Deus ou pânico do inferno! Não dá para por remendo de pano novo em vestes velhas. Não dá para tentar brincar com o vinho novo colocando-o no couro envinagrado dos odres velhos da religião do medo, do abuso e da exploração. Não dá para ser “evangélico” e ser evangélico. Essas aspas são mais largas que a Terra. Digo isto por amor a Jesus! É em nome Dele que falo. E sei que Nele, que em Jesus Cristo, o Filho de Deus eu tenho o amém em tudo o que aqui digo! Com a certeza dessa paz no meu coração !

sexta-feira, 28 de maio de 2010

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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Quem mudou, o mundo ou nós ?


Ainda creio que todo dom perfeito e toda boa dádiva vem de Deus, inclusive a letra dessa música cantada pela banda Capital Inicial: "Nem tudo é como você quer, nem tudo pode ser perfeito, pode ser fácil se você, ver o mundo de outro jeito. Se o que era errado ficou certo, as coisas são como elas são..." No histórico das nossas vidas muitas coisas eram abomináveis aos nossos olhos, condenávamos, repudiávamos, e até pregávamos defendendo nossas teses por ai. Porém, com o passar do tempo as coisas mudaram... ou fomos nós quem mudamos com o passar do tempo ?
Tem gente que antigamente dizia que assistir televisão era pecado, hoje não perde a novela das oito. Ouvir música secular nem pensar. Hoje não para de cantar: "Amar é um deserto e seus temores..." Beber ? Jamais! Eu não! Hoje aprecia e degusta um bom vinho, cervejinha as vezes. O que incomoda não é a nova forma de ver o mundo dessas pessoas, e sim, porque elas nao admitem que mudaram. Pelo amor de Deus, as coisas são como elas são, o que muda são os olhos de quem vê e como vê. A Bíblia em Tito 1:15 "Tudo é puro para os que são puros, mas para os corrompidos e incrédulos nada é puro, antes tanto a sua mente como a sua consciência estão contaminadas". Então temos que reconhecer essa metamorfose, assumir os novos gostos e admitir nossa nova postura com a alma pacificada.
O grande problema é que a maioria dos líderes gostam de impor seus usos e costumes pessoais nas pessoas. O que eles acham certo é considerado permitido, o que eles acham errado é pecado. E se não seguir conforme a cartilha a pessoa é considerada criminosa, sujeita a punições, disciplina, muitos ja foram explusos do "rol de membros" por motivos hoje considerados aceitaveis, até por pastores. Isso é um absurdo! Por causa disso existem milhares de pessoas frustradas, com a alma em prantos, desorientadas. Pessoas que nao aprenderam a separar o homem de Deus, o homem é colocado como uma divindade, um semi-deus, um milagreiro que onde vai atrai multidões. Paulo diz em Romanos 14:22 "A fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus. Bem aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova". O farol da nossa vida não são as pessoas e sim a nossa consciência que está cativa em Cristo. "Nisto conheceremos que somos da Verdade, e diante dele tranquilizaremos o nosso coração... Amados, se o nosso coração não nos condena temos confiança para com Deus" I João 3:19 ao 21.
Desejo que você possa enxergar a vida com os seus próprios olhos, pois eles são a janela da sua alma, e se eles forem bons, todo o seu corpo será iluminado. Não se prenda às opniões dos outros, tenha a sua própria. "Se não faz sentido, discorde comigo, não é nada de mais. São águas passadas, escolha uma estrada e não olhe, não olhe pra trás".

Forte abraço no amor de Cristo.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Como reconquistar os que se afastaram ?

Muito interessante o questionamento, fruto de um coração sincero preocupado com vidas! Realmente essa pergunta quase não é feita nas igrejas, e estava pensando no motivo de não pensarem nisso.
Recordo de um fato vivido por mim em meados de 1996, na igreja que eu freqüentava, tinha uns 800 membros, houve um escândalo financeiro e sexual relacionado ao pastor, houve divisão e por incrível que pareça a maioria seguiu o pastor e a igreja ficou com umas 20 pessoas e sem pastor. Veio um novo pastor e ele teve uma idéia. Pegou os arquivos de batismo antigos, e com os poucos que ficaram, analisaram nome por nome para saber quem estava “desviado”, para visitar essas pessoas, convidando-as que retornassem. Eu acompanhei algumas dessas visitas, fomos despreparados nessa missão. A idéia era encontrar a pessoa e simplesmente convidar a fazer uma visita, pra voltar pra Jesus... + não nos preocupamos em saber o motivo que elas tinham saído o que estava rolando dentro do coração delas. Enfim, um ou outro até apareceu + não permaneceu. As que nem deram as caras também não voltamos. Por fim a igreja foi crescendo novamente com novos convertidos, pessoas que de outras denominações e se esqueceram dos desviados. Afinal, é mais fácil agregar uma pessoa nova que ter de volta uma afastada. A ovelha perdida dá trabalho, está ferida.
Seguindo essa regra, na corrida contra o tempo de lotar os templos, seria perda de tempo ir atrás dessas pessoas, até porque tem um montão “fresquinha” chegando.
Devemos sim nos empenhar por essas vidas, + o grande engano é pensarmos que pelo fato de não estarem freqüentando uma denominação evangélica, estão fora do corpo de Cristo, e da igreja. Muitas estão vivendo uma vida de pecado, sim, mas nem todas. Quanto ao motivo da saída, não poucas vezes as histórias se repetem.
Por ter caído em algum pecado que se tornou publico, e por vergonha, ou após ser rejeitado, às vezes humilhado, quando deveria ter sido acolhido e tratado, afastou-se. Outros após algum desentendimento com líderes, (política) discordância doutrinária (ou costumes mesmo), conseqüência de algum escândalo, por ai vai.
Lembrando que nunca alguém pode discordar de alguma coisa, porque é considerado rebeldia, se levantar contra o ungido do Senhor...
Alguns mudam de denominação, passam por várias inclusive. Na inútil procura de encontrar um lugar para congregar onde se “sinta bem”. Esse se sentir bem acaba sendo sinônimo de discordar menos, ou um lugar que melhor se enquadre no seu perfil pessoal e preferências musicais, intelectuais, entre outras. Como um clube social de membros com as mesmas afinidades.
Mas se alguém acaba que depois de passar por varias denominações e não se encontrar em nenhuma, ouve a velha frase: “o problema está em você” “não existe igreja perfeita, porque o homem erra mesmo”. Não existe denominação perfeita, + a igreja de Cristo é e deve ser pura e sem manchas. A grande confusão é a definição de Igreja.
O evangelho de Cristo puro e simples não é uma religião. E nesse evangelho, com toda certeza como Jesus nunca abandonou suas ovelhas perdidas, nós como seus discípulos devemos amar e cuidar, mandamento.
Por fim, mais do que nunca, sermos igreja deve ser o nosso propósito, mais que irmos à “igreja”. Congregar sim, nos relacionarmos, doar nossas vidas e compreender o que resume tudo que Jesus ensinou: o amor.

Abraço

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A glória da segunda casa



Sinceramente, ultimamente falar com evangélico neo-pentecostal tem se tornado uma tarefa desgastante. Pior ainda aqueles que vem com jargões e palavras como restituição, restauração, dupla honra, ano de Davi, ano de Eva (Eva?). Ai voce pergunta o que Deus falou com o cidadão e ela vem com a historia que a gloria da segunda casa será maior que a primeira. Interesseiros a procura de vida boa!

Vamos lá, primeiro sobre a glória da segunda casa. “Dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! mas agora isso está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados, e te derribarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem; e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo da tua visitação” (Lucas 19:42 ao 44).

Do alto do monte das Oliveiras Jesus olhava sobre Jerusalém. Lindo e calmo era o cenário que diante d’Ele se apresentava. Era o tempo da Páscoa, e de todas as terras os filhos de Jacó haviam ali se reunido para juntos celebrarem a grande festa nacional. A filha de Sião parecia dizer em seu orgulho: “Estou assentada como rainha e não verei o pranto,” sendo ela tão formosa e então julgando-se tão segura a favor do Céu, como quando, séculos antes, o poeta real cantara: “De bela e alta situação, alegria de toda terra é o monte Sião aos lados do norte, a cidade do grande Rei” (Salmos 48:2). Bem à vista estavam os magníficos edifícios do templo. Os raios do sol iluminavam a brancura de suas paredes de mármore, e refletia no portal de ouro, na torre e no pináculo. Qual “perfeição de formosura,” levantava-se com orgulho a nação judaica. Que filho de Israel não poderia contemplar aquele cenário sem estremecer de alegria e admiração? Entretanto, pensamentos muito diferentes ocupavam a mente de Jesus. “Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela.” (Lucas 19:41). Ele, o prometido de Israel, o Filho de Deus, em cujo poder venceria a morte e do túmulo chamaria os cativos, estava em pranto não em consequência de uma mágoa comum, mas envolto em uma agonia intensa.

Suas lágrimas não eram por Si mesmo consciente do bem para onde Seus passos O levariam. Diante dele encontrava-se o Getêmani, cenário de sua próxima agonia a saber, a cruz onde levaria sobre si a culpa de toda uma humanidade perversa, pecaminosa e corrupta. Também à sua frente estava a porta das ovelhas onde durante séculos tinham sido conduzidos animais para o sacrifício no templo, e que Lhe deveria abria quando fosse “como um cordeiro” “levado ao matadouro”. Isaias 53:7. Não muito distante estava o Calvário, o local da crucificação. Mas ao seu olhar, não eram essas as cenas que Lhe trazia tão grande angústia, em tal hora de alegria para todos os demais. Chorava ele pela sorte dos milhares de Jerusalém, por causa da cegueira e do orgulho daqueles que Ele viera abençoar e salvar.

Jerusalém fora honrada por Deus acima de toda a Terra. Sião foi eleita pelo Senhor, que a desejou “para Sua habitação” (Salmo 132:13). Ali, durante séculos profetas haviam proferido mensagens de advertência. Sacerdotes ali haviam agitado os incensários com suas nuvens de incenso, com as orações dos adoradores, subira perante Deus. Ali, diariamente, se oferecera o sangue dos cordeiros mortos, apontando para o futuro Cordeiro de Deus. Mas a história daquele povo foi um registro de apostasia e rebelião. Haviam resistido à graça do céu, abusado de seus privilégios e menosprezado as oportunidades.

Israel zombou dos mensageiros de Deus, desprezando suas palavras, e perseguindo seus profetas. “Eles, porém, zombavam dos mensageiros de Deus, desprezam as suas palavras e mofando dos seus profetas, até que o furor do Senhor subiu tanto contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve”. (II Crônicas 36:16). Apesar das repetidas rejeições sua misericórdia continuou a interceder. Com o maior amor, Deus lhes havia enviado “Sua palavra pelos seus mensageiros, madrugando e enviando, porque se compadeceu de Seu povo e de Sua habitação” (II Crônicas 36:15). Quando admoestações, avisos haviam falhado, enviou ainda o melhor dom do Céu, mais ainda, derramou todo o Céu naquele único dom, Jesus Cristo.O próprio Filho de Deus foi enviado para convidar à salvação a cidade impertinente.

Durante três anos o Senhor da glória e luz entrava e saia entre o Seu povo. “Ele andou fazendo o bem, e curando a todos os oprimidos do diabo” (Atos 10:38). “O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos” (Lucas 4:18) “Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho” (Mateus 11:5). A todas essas classes igualmente foi dirigido o gracioso convite: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vou aliviarei” (Mateus 11:28).

Enquanto lhe fossem recompensado o bem com o mal e o seu amor com o ódio (Salmo 109:5), Ele prosseguiu firme na Sua missão de misericórdia. Jamais eram rejeitados os que buscavam a Sua graça. Mas Israel se desviara do Seu melhor Amigo e Auxiliador. Os rogos de seu amor haviam sido desprezados, Seus conselhos repelidos, ridicularizadas suas advertências. Aquele que unicamente poderia os salvar da condenação, fora menosprezado, rejeitado, injuriado, e logo seria crucificado. Quando Cristo estivesse suspenso na cruz do Calvário, teria terminado o tempo de Israel como nação favorecida e abençoada por Deus. Porém, quando Cristo olhava sobre Jerusalém, achava-se perante ele a condenação de uma cidade inteira, de toda uma nação.

Profetas haviam chorado a apostasia de Israel. Jeremias desejava que seus olhos fossem uma fonte de lágrimas, para que pudesse chorar dia e noite pela morte da filha de teu povo (Jerusalém), pelo rebanho do Senhor que havia sido levado ao cativeiro (Jeremias 9:1; 13:17). Via entregue às chamas o e belo templo, os palácios e torres, e no seu lugar restariam apenas escombros, um monte de ruínas. Nos castigos prestes a cair sobre Seus filhos, não via Ele senão o primeiro gole daquela primeira taça de ira que no juízo final deveria esgotar. O terno amor, a piedade divina encontraram expressão nessas melancólicas palavras: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que a ti são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quiseste!” (Mateus 23:37). Se tivessem conhecido, como nação favorecida acima de todas as outras, o tempo de sua visitação, nada disso teria acontecido. Pela sua destruição, unicamente foi responsável ela mesma. “E não queres vir a Mim para terdes vida” (João 5:40).

A majestade dos Céus em pranto! O filho do infinito Deus perturbado em espírito, curvando em angústia! Revela-nos a imensa malignidade do pecado, mostra quão difícil é, mesmo para o poder infinito, salvar o culpado das conseqüências da desobediência da Palavra de Deus.

Jesus olhando para nossa geração, vê da mesma maneira que via Jerusalém naquele dia. O mundo envolvido em engano semelhante ao que produziu a destruição de Jerusalém. O grande pecado dos judeus foi rejeitarem a Cristo; o grande pecado do mundo cristão está sendo o fato de rejeitarem o Fundamento de seu governo no Céu e na Terra. Rejeitarem sua graça, rejeitarem sua palavra e seu evangelho, vivendo e apresentado às outras pessoas outro evangelho, não o da Bíblia. Milhões na servidão do pecado, escravos de Satanás, condenados a sofrer a segunda morte, recusando-se escutar as palavras da verdade. Terrível cegueira! estranha presunção!

Dois dias antes da Páscoa, quando Cristo pela ultima vez se afastara do templo, depois de ter denunciado a hipocrisia dos príncipes judeus, mais uma vez assenta-se ao mote das Oliveiras com seus discípulos, vendo a imponente cidade. Mais uma vez se depara com o deslumbrante templo em seu esplendor.

Mil anos antes, o salmista engrandeceu o favor de Deus para com Israel fazendo da casa sagrada Sua morada: “Em Salém está o Seu tabernáculo, e Sua morada em Sião” (Salmo 76:2). Ele “elegeu a tribo de Judá; o monte de Sião que Ele amava. E edificou Seu santuário como aos lugares elevados” (Salmos 78:68 e 69). O primeiro templo foi construído durante o período mais próspero da história de Israel. Salomão, o mais sábio dos monarcas de Israel completou a obra. Esse edifício foi a mais magnífica de todas as construções que o mundo já viu. Porém, o Senhor declarou através do profeta Ageu relativamente ao segundo templo: “A glória da última casa será maior que da primeira” “Farei tremer todas as nações e virá o Desejado de todas as nações e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos exércitos” (Ageu 2:9 e 7).

Depois da destruição do primeiro templo por Nabucodonozor, foi reconstruído aproximadamente quinhentos anos antes do nascimento de Cristo, por um povo que ao longo do cativeiro, voltara a um país devastado e quase deserto. Havia entre eles homens idosos que tinham visto a glória do templo de Salomão e choraram junto ao alicerce do novo edifício a ser construído. O sentimento que prevalecia é descrito pelo profeta: “Quem há entre vós que tendo ficado, viu esta casa na sua primeira glória? E como vedes agora? Não é nada comparada com aquela?” (Ageu 2:3; Esdras 3:12). Então foi feita a promessa de que a glória da ultima casa seria maior do que da anterior.

Mas o segundo templo não se igualou em magnificência, nem foi consagrado pelos visíveis sinais da presença divina que o primeiro tivera. Não houve manifestação de poder sobrenatural para confirmar seu poder. Nenhuma nuvem de glória foi vista a encher o santuário recém-construído. Nenhum fogo do Céu desceu para consumir o sacrifício sobre o altar. O “Shekinah” não mais habitava entre os querubins no lugar santíssimo, a arca, o propiciatório, as tábuas do testemunho não mais se encontravam ali. Nenhuma voz ecoava do céu ao sacerdote, trazendo a palavra de Jeová.

Durante séculos os judeus se esforçaram por mostrar que a promessa de Deus feita por Ageu tinha se cumprido, porém o orgulho e a incredulidade lhes cegavam os olhos para compreender o verdadeiro sentido das palavras do profeta. O segundo templo não foi honrado com a nuvem de glória de Jeová, mas com a presença d’Aquele que enviaria o Consolador, o Espírito Santo que deveria habitar não em templos construídos por mãos de homens, mas em cada um de nós, pois somos nós o templo do Espírito. Com a presença de Cristo, e com ela somente, a segunda casa excedeu a primeira em glória. Mas Israel afastou de si o dom do Céu. Que lhe foi oferecido, e a glória do Senhor para sempre se retirara do templo. Já eram cumpridas as palavras do Salvador: “Eis que a vossa casa vai ficar deserta” (Mateus 23:38).

Os discípulos ficaram cheios de espanto e admiração ante a profecia de Cristo acerca da destruição do Templo, e desejavam compreender melhor o sentido de suas palavras. Riquezas, trabalhos e perícia arquitetônica haviam por mais de quarenta anos haviam sido utilizadas para engrandecer seu esplendor. Herodes, o Grande, doou tanto riquezas romanas quanto tesouros judeus, mesmo o imperador do mundo tinha contribuído na construção do belo templo. Blocos maciços de mármore branco haviam sido trazidos de Roma para este fim, formavam parte de sua estrutura e para eles chamavam a atenção do mestre: “Mestre, lha que pedras, e que edifícios!” (Marcos 13:1).

A estas palavras deu Jesus e surpreendente resposta: “Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mateus 24:2). Mas Cristo disse: “os céus e a terra passarão, mas minhas palavras não hão de passar” (Mateus 24:35). Por causa de seus pecados foi anunciada a ira contra Jerusalém, e sua incredulidade trouxe-lhes seu destino.

O Senhor havia declarado através do profeta Miquéias: “Ouvi agora isto, vós chefes da casa de Jacó, e vós governantes da casa de Israel, que abominais a justiça e perverteis tudo o que é direito, edificando a Sião com sangue, e a Jerusalém com injustiça. Os seus chefes dão as sentenças por presentes,, e os seus sacerdotes ensinam por dinheiro, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? nenhum mal nos sobrevirá. Portanto, por causa de vós, Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de pedras, e o monte desta casa em lugares altos dum bosque”. (Miquéias 3:9 ao 11).

Essas palavras descreviam fielmente os habitantes de Jerusalém. Odiavam a Cristo porque sua pureza e santidade revelava sua iniqüidade. Entretanto, sabendo eles que o Mestre não tinha pecado, declararam que Sua morte era necessária para sua segurança como nação. “Se O deixarmos assim,” disseram os chefes dos judeus, “todos crerão nEle, e virão os romanos, e tirar-nos-ão nosso lugar como nação” (João 11:48). Pensavam eles, que se Cristo fosse crucificado, poderiam mais uma vez se tornar um povo forte, unido. Assim raciocinavam, e concordavam com a decisão de seu sumo sacerdote de que seria melhor morreu um homem do que perecer toda a nação.

Assim os dirigentes judeus edificaram “Sião com sangue, e a Jerusalém com injustiça.” E ao mesmo tempo matavam seu Salvador porque condenava seus pecados. “Portanto” continuou o profeta “por causa de vós, Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de pedras, e o alto desta casa em lugares altos dum bosque.”. (Miquéias 3:12). Durante quase quarenta anos depois que a condenação de Jerusalém foi pronunciada por Cristo, retardou o Senhor a destruição da cidade e nação.

A parábola da árvore infrutífera representava o trato de Deus com sua nação judaica. Muitos haviam entre os judeus que eram ignorantes quanto ao caráter de Cristo. Mediante a pregação dos apóstolos e de seus cooperadores, Deus faria com que a luz resplandecesse sobre eles; a profecia se cumpriria, não somente do nascimento e vida de Cristo, mas também em sua morte e ressurreição.

A longanimidade de Deus para com Jerusalém, apenas confirmou os judeus em sua obstinada impertinência. Em seu ódio e crueldade com os discípulos de Jesus, rejeitaram seu último oferecimento de misericórdia. Afastou então Deus deles sua proteção, retirando o poder com que restringia a Satanás e seus anjos, de maneira que a nação ficou sob o controle do chefe que haviam escolhido. Os homens não raciocinavam, achavam-se fora da razão, dirigidos pelo impulso e cega raiva. Tornaram-se satânicos em sua crueldade. Os judeus haviam aceitado falso testemunho para condenar o inocente filho de Deus. O temor de Deus não mais os perturbaria. Satanás estava à frente da nação e as mais altas autoridades civis e religiosas estavam sob seu domínio.

Os chefes das facções oponentes por vezes se uniam para saquear e torturar suas vítimas, fazendo impiedosa matança. Adoradores eram assassinados diante do altar, e o templo contaminava-se com corpos de mortos. Porém declaravam em sua cega e blasfema presunção que não tinha receio de Jerusalém ser destruída, pois era a própria cidade de Deus. Israel tinha na verdade, negligenciado a proteção divina e agora não tinha defesa. Infeliz Jerusalém!

Todas as predições feitas por Cristo relativas à destruição de Jerusalém tinham sido cumpridas à letra. Os judeus experimentaram a verdade de Suas palavras de advertência: “Com a medida que tiverdes medido, vos hão de medir a vós” (Mateus 7:2). Assim apareceram sinais anunciando a condenação. Ao meio da noite resplandeceu uma luz sobrenatural sobre o templo e o altar. Sobre as nuvens, ao pôr do sol, desenhavam-se carros e homens de guerra reunindo-se para a batalha. Os sacerdotes que ministravam a noite no santuário, aterrorizavam-se com sons misteriosos; a terra tremia e ouvia multidão de vozes a clamar: “Partamos daqui!”. A grande porta oriental, tão pesada que dificilmente podia ser fechada por uns vinte homens, e se achava segura por imensas barras de ferro fixas profundamente no pavimento de pedra sólida, abriu-se à meia-noite, independente de qualquer agente visível – História dos Judeus, de Milman, livro 13.

Nenhum cristão pereceu na destruição de Jerusalém. Cristo fizera aos seus discípulos o aviso, e aguardavam o sinal prometido. “Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei que é chegada a hora da desolação. Então os que estiverem na Judéia que fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, saiam.” (Lucas 21:20 e 21).

Os chefes romanos esforçaram-se por espalhar terror aos judeus, e assim faze-los render-se. Os prisioneiros que resistiram ao cair presos, eram açoitados, torturados e crucificados diante do muro da cidade. Centenas eram diariamente mortos dessa maneira, em tão número que não havia espaço para se mover entre os corpos. De tão terrível maneira foram castigados segundo sua própria sentença: “Ao ver Pilatos que nada conseguia, mas pelo contrário que o tumulto aumentava, mandando trazer água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Sou inocente do sangue deste homem; seja isso lá convosco. E todo o povo respondeu: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos”. (Mateus 27:25).

A cega rebeldia dos chefes dos judeus e dos abomináveis crimes penetrados dentro da cidade sitiada, excitaram o horror e a indignação dos romanos, e Tito, filho do imperador romano Vespasiano, liderando a tomada e destruição de Jerusalém no ano 70 d. C., então resolveu tomar o templo de assalto. Decidiu porém, que o mesmo até poderia ser poupado de ser destruído. Mas suas ordens foram desatendidas. Depois que ele se retirou para sua tenda à noite, os judeus saindo de dentro do templo, atacaram os soldados romanos. Na luta um soldado arremessou uma flecha de fogo através de uma abertura no pórtico, e imediatamente as salas revestidas em madeira, incendiaram-se.

Tito precipitou-se para o local, seguido de seus generais e legionários e ordenou aos soldados que apagassem as labaredas. Suas palavras não foram atendidas. O sangue corria como água pelas escadas do templo abaixo. Milhares e milhares de judeus morreram. Acima do ruído da batalha ouvia-se: “Icabode!” – foi-se a glória. Tito achou impossível deter a fúria dos soldados, entrou com seus oficiais e examinou o interior do edifício sagrado. As chamas ainda não haviam penetrado no lugar santo, fez um ultimo esforço para salva-lo. O centurião Liberalis esforçou-se em impor obediência com seu estado maior; mas o próprio respeito para com o imperador cedeu lugar para contra os judeus, à esperança insaciável do saque. Um soldado, sem ser percebido, arrojou uma tocha acesa por entre as dobradiças da porta. O edifício todo por um tempo ficou em chamas. A escura fumaça e fogo obrigaram os oficiais a retirar-se, e o nobre edifício foi abandonado à sua sorte.

“Era um pavoroso espetáculo aos romanos; e seria ele para os judeus? Todo o alto da colina que dominava a cidade ardia em chamas como um vulcão. Um após os outros caíram os edifícios, com tremendo estrondo, e foram absolvidos pelo abismo. Os tetos de madeira assemelhavam-se a lençóis de fogo; os pináculos dourados resplandeciam como pontas de luz vermelha; as torres dos portais enviavam para cima altas colunas de chama e fumaça. O morticínio, do lado de dentro, era até mais terrível do que o espetáculo do lado de fora. Homens e mulheres, velhos e moços, insurgentes e sacerdotes, os que combatiam os que imploravam por misericórdia, eram retalhados em indiscriminada carnificina. O número de mortos excedeu ao dos matadores. Os legionários tiveram de trepar sobre o monte de cadáveres para prosseguir a obra de extermínio” História dos judeus, de Milman, Livro 16. Depois da destruição do templo, a cidade inteira logo caiu nas mãos dos romanos. Os chefes dos judeus abandonaram as torres, e Tito as achou desertas. Tanto a cidade como o templo foram arrasados até os fundamentos, e o terreno em que se erguia o templo foi lavrado como um bosque. “Miquéias, o morastita, profetizou nos dias de Ezequias, rei de Judá, e falou a todo o povo de Judá, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: Sião será lavrada como um campo, e Jerusalém se tornará em montões de ruínas, e o monte desta casa como os altos de um bosque. (Jeremias 26:18).

Tito, o general romano e filho do imperador, posteriormente se tornou o próprio imperador de Roma, assumindo o lugar de seu pai Vespasiano, entre suas obras destaca-se a inauguração do Coliseu, no ano 80 d. C., construção que seu pai iniciara. Prometia ser ele um imperador à altura do seu pai, mas o seu breve reinado foi marcado por catástrofes. Em 24 de Agosto de 79, o vulcão Vesúvio destruiu as cidades de Pompéia e Herculano e, em 80, Roma foi de novo consumida por um incêndio. Tito reinou somente dois anos.

Disse ainda o profeta: “Pela tua perda ó Israel, te rebelaste contra Mim”, “pelos teus pecados, tens caído” (Oséias 13:9; 14:1). Pela obstinada rejeição do amor e misericórdia divina, os judeus fizeram com que a proteção de Deus fosse deles retirada, e permitiu-se a Satanás dirigi-los segundo sua vontade. As horríveis crueldades executadas na destruição de Jerusalém são uma demonstração do poder vingador de Satanás sob os que se rendem ao seu controle.

Não podemos calcular quanto devemos a Cristo pela paz e proteção que gozamos. É o poder de Deus que impede que a humanidade passe completamente para o domínio de Satanás em nossos dias. Os desobedientes e ingratos tem grande motivo de gratidão pela misericórdia e longanimidade de Deus, que contém o cruel e pernicioso poder do maligno. Quando, porém, os homens rejeitam a vontade de Deus e o Sacrifício verdadeiro de Cristo na cruz, a restrição é removida. Deus não fica em relação ao pecador como executor da sentença contra sua transgressão, mas os deixa entregues a si mesmos os que rejeitam Sua misericórdia, para colherem aquilo que semearam. Cada raio de luz rejeitado, cada advertência desprezada ou menosprezada, cada heresia, cada distorção do evangelho da verdade, é uma semente lançada, a qual produz semelhante colheita.

A destruição de Jerusalém constitui tremenda e solene advertência a todos os que estão tratando levianamente com oferecimentos da graça de Deus e resistindo à misericórdia de Deus.

A profecia do Salvador relativa aos juízos que deveriam cair sobre Jerusalém há de ter outro cumprimento, do qual aquela terrível desolação não foi a sombra do que está por vir ao mundo. Entretanto, a cena ainda mais tenebrosa se apresenta nas revelações contidas nas Sagradas Escrituras referentes aos dias nos quais vivemos. Os registros do passado, que são, em contraste com os terrores daquele dia em que o Espírito de Deus será totalmente retirado. O mundo contemplará então, como nunca antes, os resultados do governo de Satanás. Mas naquele dia, bem como na ocasião da destruição de Jerusalém, livrar-se-á o povo de Deus, “todo aquele que estiver inscrito entre os vivos” (Isaias 4:3). Cristo declarou que virá a segunda vez para reunira Si seus fieis: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus”. (Mateus 34:30 e 31) Então os que não obedecem ao evangelho serão consumidos pelo espírito de Sua boca, e serão destruídos pelo resplendor de sua vinda (II Tessalonissenses 2:8). Como o antigo Israel, os ímpios destroem-se a sí mesmos, caem em iniquidade. Em conseqüência de uma vida de pecados e desviando-se da verdade, e tão fora da harmonia com Deus, que sua natureza tornou-se tão voltada para o mal, que a manifestação da glória divina é como um fogo consumidor.

Acautelem-se os homens para que não aconteça negligenciarem a lição que lhes é pronunciada pelas palavras de Cristo. Assim como Ele preveniu seus discípulos quanto à destruição de Jerusalém, dando-lhes um sinal da ruína que se aproximava para que pudessem escapar, também advertiu o mundo quanto à destruição final, e nos deu sinais de sua aproximação para que todos os que queiram, possa fugir da ira de Deus, mais próxima a cada dia, cada hora, cada minuto. Declara Jesus: “E haverá sinais no Sol, na Lua, nas estrelas; e na terra angústia das nações” (Lucas 21:25); (Mateus 24:29); (Marcos 13:24 ao 26); (Apocalipse 6:12 ao 17). Leiam essas passagens, depois continuem a leitura.

Os que contemplam os prenúncios de sua vinda, devem saber que “está próximo às portas” (Mateus 24:33). “Vigiai, pois” (Marcos 13:35), são Suas palavras de advertência. Os que atendem ao aviso não serão deixados em trevas, para que naquele dia os apanhe desprevenidos. Mas aos que não vigiarem, “o dia do Senhor virá como o ladrão na noite” (I Tessalonissenses 5:2).

Quero dizer algo aqui de suma importância e mais que significativo, e em nome de Jesus de Nazaré, o verbo, que se doou por todos nós na cruz para que pela justificação de nossos pecados por Ele nos tornássemos justos, mediante à graça de Deus, no nome dele, e pelo Seu nome que digo, ciente de que não seria tolo, ao ponto de por menor e mais insignificante que seja, tentar diminuir ou aumentar alguma coisa do Evangelho que nos é apresentado nas Sagradas Escrituras.

O mundo não está mais preparado para dar crédito à mensagem para esse tempo do que os judeus estiveram para receber o aviso do Salvador, relativo à Jerusalém. Venha quando vier, o dia do Senhor virá de improviso aos ímpios. Correndo a vida em sua rotina, encontrando os homens distraídos nos prazeres, negócios e ambição de ganho e lucro, mesmo os que buscam isso através da religião; estando os dirigentes do mundo religioso a engrandecer o progresso de seus impérios denominacionais e pessoais, na veneração aos seus templos, cada vez com maior magnitude e beleza, conforto às almas de todas as classes sociais (selecionadamente por cada denominação e em cada bairro da cidade), na glorificação do mundo, e achando o povo embalado em uma falsa segurança, então, como o ladrão à meia noite rouba na casa de quem não é guardada, sobrevirá repentina destruição aos descuidados e ímpios, “e de nenhum modo escaparão” (I Tessalonissenses 3 ao 5).

Deixo aqui todo Pedro, capítulo 2.

1 Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais Introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.
2 E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade;
3 também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita.
4 Porque se Deus não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo;
5 se não poupou ao mundo antigo, embora preservasse a Noé, pregador da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;
6 se, reduzindo a cinza as cidades de Sodoma e Gomorra, condenou-as à destruição, havendo-as posto para exemplo aos que vivessem impiamente;
7 e se livrou ao justo Ló, atribulado pela vida dissoluta daqueles perversos
8 (porque este justo, habitando entre eles, por ver e ouvir, afligia todos os dias a sua alma justa com as injustas obras deles);
9 também sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar para o dia do juízo os injustos, que já estão sendo castigados;
10 especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas concupiscências, e desprezam toda autoridade. Atrevidos, arrogantes, não receiam blasfemar das dignidades,
11 enquanto que os anjos, embora maiores em força e poder, não pronunciam contra eles juízo blasfemo diante do Senhor.
12 Mas estes, como criaturas irracionais, por natureza feitas para serem presas e mortas, blasfemando do que não entendem, perecerão na sua corrupção,
13 recebendo a paga da sua injustiça; pois que tais homens têm prazer em deleites à luz do dia; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em suas dissimulações, quando se banqueteiam convosco;
14 tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecar; engodando as almas inconstantes, tendo um coração exercitado na ganância, filhos de maldição;
15 os quais, deixando o caminho direito, desviaram-se, tendo seguido o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça,
16 mas que foi repreendido pela sua própria transgressão: um mudo jumento, falando com voz humana, impediu a loucura do profeta.
17 Estes são fontes sem água, névoas levadas por uma tempestade, para os quais está reservado o negrume das trevas.
18 Porque, falando palavras arrogantes de vaidade, nas concupiscências da carne engodam com dissoluções aqueles que mal estão escapando aos que vivem no erro;
19 prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção; porque de quem um homem é vencido, do mesmo é feito escravo.
20 Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo pelo pleno conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, ficam de novo envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior que o primeiro.
21 Porque melhor lhes fora não terem conhecido o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado.
22 Deste modo sobreveio-lhes o que diz este provérbio verdadeiro; Volta o cão ao seu vômito, e a porca lavada volta a revolver-se no lamaçal.

“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tampouco é servido por mãos humanas, como se necessitasse de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas” (Atos 17:24 e 25).

Valew

sábado, 19 de setembro de 2009

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Espiritismo, previsões e temor do amanhã


Existe algo no ser humano, uma curiosidade que nos impulsiona para coisas fantásticas. E não há nada mais fantástico do que se comunicar com os mortos. Falar com aquela pessoa que você tanto amava, mas que agora estão separados pela morte. As empresas cinematográficas continuam fazendo muito sucesso com esse tipo de filme, como “Ghost – do outro lado da vida”. “Os outros” entre outros. Por isso, devemos analisar com muita atenção a mensagem pregada pelo espiritismo e se de fato ela condiz com a realidade, e pessoalmente, no que eu creio, ou melhor, no que aprendi a crer com o passar dos dias.
Se esse blog fosse direcionado exclusivamente à cristãos, e sendo mais específico à cristãos evangélicos e católicos, se utilizar de textos e passagens bíblicas para fundamento tornaria a tarefa de produzir esse texto algo mais confortável, mais fácil talvez, pelo simples fato de que aceitando-se a idéia de que alguém crê nos textos bíblicos, bastaria apenas conhece-los para compreender de maneira nada mais que racional que a bíblia não aprova, e claramente rejeita os princípios do espiritismo, em todas as suas dimensões e subdivisões.
Felizmente o meu foco não são os cristãos, ou algum outro grupo religioso. Meu objetivo é alcançar você que lê esse blog agora, independentemente da sua visão religiosa, inclusive cristãos de maneira geral. Porém citarei também entre outros, passagens bíblicas sobre o tema.
Atos 16: 16-20. A bíblia ensina que adivinhações aconteciam na época de Cristo também. Essa escrava andava atrás de Paulo e Silas, gritando que eles eram os mensageiros de Deus, ela estava importunando os homens de Deus. E interessante pensar que esse tipo de coisa já dava lucro naquela época.
E temos uma curiosidade doentia, queremos saber o vai acontecer, saber mais sobre o futuro. Isso revela uma insegurança que habita em nosso mundo, vivemos num mundo cada vez mais confuso.
A Bíblia ensina que os espíritos existem, e existem os espíritos maus, como esse. E os espíritos bons (anjos – Mateus 18: 10). A Bíblia não nega a existência dessas coisas, mas ela proíbe a forma com que os homens mexem com o mundo espiritual. Porque, tudo isso reflete uma falta de confiança em Deus e um fraco relacionamento com o Deus Eterno.
Deuteronômio 18:9-13. Isso foi escrito há mais de 3500 anos, na época de Moisés. Impressionante! Ver que a mesma natureza curiosa, que hoje atrai milhares e milhares de pessoas, é a mesma que atraía o povo de Israel, há mais de 3500 anos com os adivinhos, magias, feiticeiros, encantamentos, médiuns, com aqueles que consultavam os espíritos ou consultavam os mortos.
O espiritismo prega a evolução dos espíritos, que os espíritos vão alcançando estágios mais elevados, que os espíritos estão entrando em harmonia com o cosmos e o universo. E que alguns homens sentem isso, e aqueles que são mais evoluídos conseguem se comunicar com os mortos, conseguem ver a energia espiritual e mexer com o mundo espiritual. A busca dessas coisas revelam uma insegurança no relacionamento com Deus, um distanciamento de Deus e um povo com pouco contato com o Criador.
Levítico 20:6; 27.

Porque é que as pessoas buscam isso? Eu penso em três razões
1. Falta de confiança em Deus.
A falta de um relacionamento com Deus. E saber que ele tem controle sobre todas as coisas. Levam as pessoas a ficarem inseguras. E, por isso, querem saber o seu futuro, e que os médiuns têm a dizer, e que o astral está dizendo, e buscam qualquer tipo de força que lhe dê alguma segurança. E tamanha é a distância de Deus que uma pessoa vem e fala qualquer coisa e a outra pessoa sai tão segura.
2. Medo
A segunda razão é o medo de enfrentar os problemas que virão. Medo de ver a casa cair. Um medo de enfrentar a realidade. Assim, querem encontrar uma saída.
3. Dificuldades.
Quando passamos por dificuldades somos impulsionados a saber o nosso futuro e nossa sorte, e queremos buscar os adivinhos. Queremos uma saída fácil, queremos uma pílula mágica. Alguns fazem os maiores absurdos em busca das soluções fáceis indicadas pelos “mestres espirituais”. As dificuldades nos levam ao mundo dos mortos. “Deixe-me consultar o morto, meu guia, para que ele me aconselhe no que fazer agora”.
1 Samuel 28: 3-20. Vamos analisar uma sessão espírita na bíblia.

Porque é que Saul foi atrás dessas coisas? É porque estava morrendo de medo do que iria acontecer naquela guerra. O Deus Eterno já tinha abandonado Saul. Se você tem um relacionamento com Deus você não precisa pedir conselhos para os mortos. Quem faz isso não tem o verdadeiro conhecimento de Deus.
Alguns dizem que o lance agora é crer na reencarnação. Na TV globo a uma novela chamada “Alma Gêmea” que explora todo esse lado espírita. Que você vai ter muitas vidas, viver em diferentes carmas, para que você possa evoluir socialmente e moralmente. Alcançar um estado iluminado. Isso vem de encontro à necessidade humana de nunca encontrar um fim. Não queremos prestar contas, por isso, vamos reencarnar várias vezes. E vamos voltar e evoluir e vamos nos aperfeiçoar a cada dia.
Quero fazer uma pergunta para você: Você enxerga o mundo melhorando com o passar dos anos?
Interessante pensar na doutrina da reencarnação ela tem uma origem nos hindus, e sabe o que desmorona essa doutrina? É que o país, a Índia, é um dos mais miseráveis socialmente, economicamente e moralmente de nosso planeta. Se você ler um pouco da história da Índia vai entender. Mas, se lá é o berço de tudo isso, porque é que a evolução moral e social, pregada no espiritismo, não tem construído um país melhor.
Outra coisa, se estivéssemos reencarnando e evoluindo, nosso mundo estaria evoluindo, estaríamos mais perto de Deus, mais cheio de amor e harmonia, nossos casamentos estariam funcionando mais, nossas famílias mais unidas, haveria mais paz e mais alegria. Porém, o mundo despenca cada dia.
Muitos buscam isso, porque fogem da responsabilidade de mudar sua própria vida para prestar contas um dia a Deus.
Hebreus 4: 13; 9: 27. Desmontam a doutrina da reencarnação. Odiamos esse encontro com Deus, mas não tem jeito. Aproveite sua vida, pois é a única oportunidade de conhecer a Deus e sua maravilhosa graça, não teremos outra chance.
Alguns Hindus mais fanáticos usam um lenço que cobre a boca e o nariz, para não engolir moscas, pois aquela mosca engolida poderia ter sido a vovó do cara em outra vida, é até engraçado, até mesmo para os espíritas kardecistas. Para o ocidente esse negócio é engraçado, porém, não achamos graça no evangelho segundo Allan Kardec. Agora sim! Agora temos uma mensagem psicografada, temos um contato com os mortos. Pois, ele é francês, um intelectual.
Gálatas 1: 8-9. A Bíblia ensina que não é para mudarmos nada, não é para escrever outro evangelho, não é para psicografar nada, acrescentar nada. Alguns mexem com a Bíblia como se fosse um livro qualquer. “Posso tirar isso porque não concordo”. Não existe o evangelho segundo o fulano de tal. O apóstolo Paulo está dizendo “que seja amaldiçoado, mesmo que ele ou um anjo do céu mude algo”. Para que ler a interpretação falível de um homem sobre o evangelho, quando poderíamos ler o próprio evangelho ? Talvez se eu escrevesse um livro tipo “O evangelho segundo Igor”, e fosse persuasivo, argumentasse bem, criasse uma tese bem planejada e principalmente, de maneira a atingir o emocional das pessoas, conseguisse vender alguns milhões de exemplares, fundar uma nova religião, e ter alguns milhões de seguidores dessa tal doutrina, baseada nas minhas pessoais interpretações do evangelho. Porem, entre a interpretação humana de quem quer que seja sobre o evangelho, prefiro ficar com o próprio evangelho.
O espiritismo pegou alguns trechos bíblicos e torceram como Lucas 16, na parábola do “Rico e o Lázaro”, para dizer que ali está uma prova que é possível falar com o mundo dos mortos. Ou Salmo 139 que diz que Deus nos conhece desde o ventre materno, isso é usado para justificar a reencarnação. Assim vão torcendo textos bíblicos.
A Bíblia é como uma carta que um Pai escreveu com muito carinho para seu filho, o pai queria comunicar algo para seus filhos. Aí surgem pessoas que abrem à carta e vão interferindo nessa comunicação, mudando o conteúdo original. O pai não vai gostar nada disso. Deus ama os espíritas e qualquer pessoa, mas não tolera as distorções de sua Palavra, escrita com o sangue. Deus não tem religião, não é evangélico, como digo, se fosse teria 500 anos de idade, nem é católico ... como nem Buda era budista, ele viveu a vida dele e se dedicou a fazer o bem, nunca esperava que fizessem da vida dele uma religião.
Efésios 6: 10-18. “Fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder”. O chamado é para estarmos perto de Deus. Se você tem um relacionamento forte com Deus, você não precisa sair por aí para falar com os mortos.

O apóstolo fala de uma guerra espiritual. Uma luta travada e temos que lutar com a armadura de Deus, usem toda a armadura de Deus, assim não haverá dúvida..
Estamos aqui para glorificar o Deus Eterno, não estamos aqui para reencarnar. Estamos aqui para construirmos um relacionamento com Deus e conforme vamos crescendo nesse relacionamento. Não estamos aqui para querer adivinhar o futuro, para falarmos com os mortos. Cristo nos chamou para morrermos para nós mesmos e não se preocupar com o dia de amanhã. Cristo tem transformado a vida de muitas pessoas e essa é a receita para um mundo melhor. O mundo será transformado quando esquecermos de nós mesmos e amarmos o próximo de todo o coração.
Estou falando sobre essas coisas, pois sinto que em nosso convívio nos últimos tempos, circula uma sentimento que não importa a religião. Não mexe comigo que eu não mexo com você. Eu não acredito nesse pensamento que religião é tudo igual, só precisamos buscar algo. Eu acredito que a Bíblia deve ser respeitada e aceitada como ela é, eu acredito que devemos lutar pelas doutrinas certas como os apóstolos fizeram, eu acredito no fundamento dos apóstolos e profetas e em Jesus Cristo como Verdade.

Abraço Forte

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mantra Gospel

Facilmente encontramos reuniões cristãs que seus participantes deleitam-se em verdadeiros mantras, repetições mergulhadas em emoções exaltadas que levam seus adeptos ao êxtase crendo que estão na unção do Espírito Santo. Mas este tipo de ação é usada em outras religiões como no esoterismo e também por outros povos. O índio yanomani antes de enfrentar um inimigo começam a repetir um mantra e bater com uma vara no chão, em poucos minutos ele está ‘encapetado’, transformado, suas emoções e seus ímpetos estão na ‘flor da pele’ prontos a enfrentar o inimigo. Podemos falar que ele está literalmente encapetado, possuído por um espírito maligno, diferente dos crentes. Mas isto acontece também fora do ambiente espiritual. Quem já foi em um estádio de futebol assistir uma grande final ou participou de nervosas reuniões sindicais sabe o que estou dizendo. Basta meia-dúzia com os ânimos alterados para fermentar toda a massa, assim deve ter acontecido na escolha entre Jesus e Barrabás, A emoção é poderosa e tem uma enorme facilidade de guiar nossos atos e raciocínios. A música é o principal exemplo disto, ela dá energia, melancolia, reflexão, sedução, o que quiser. Por isso temos que avaliar os frutos destas ações, assim disse Jesus, e também Paulo quando se refere as manifestações espirituais, se a ação não favorece a comunidade e os irmãos então que seja manifesta somente na sua intimidade. E ai está uma curiosidade, pois fora da euforia emocional não vemos pessoas girando e pulando como vemos nos grandes agrupamentos. Mais um indicio de manifestação emocional e não espiritual.Como é de praxe, seus lideres recitam versículos para fundamentar tais atos e o povo, principalmente a grande massa que é levada pelo senso comum, acredita em tudo que falam pois é um povo de ‘fé’ e o pregador é homem de Deus. Com isso a manipulação das emoções é com tirar doce de uma criança. Na última destas reuniões que fui, o pregador na sua tentativa de inflamar o público a ‘dar glória’ disse: “Dá glória irmão, é de glória em glória que recebemos a vitória” (até rima) e se baseou em 2Co 3.18. Mas o que vai mudar a minha vida ou a vida de alguém ficar repetindo ‘glória a Deus’, ‘glória a Deus’. Jesus já disse: “Não me venhas com vãs repetições!”. É vã porque não surte efeito, pois a Glória pode ser interpretada como ‘Shekiná’, a presença de Deus interagindo no meio do povo e ‘Kavod’, o peso, a riqueza de Deus sobre nós. No texto citado a glória de Deus é o próprio Senhor Jesus (Jo 1.14), o relacionamento diário com Ele é que nos faz crescer e nos dá a vitória, é através Dele que somos aperfeiçoados. Ele é a Palavra e Ela é o espelho que olhamos dentro do nosso coração e através da Luz de Cristo podemos enxergar a sujeira que precisa ser retirada. Ele é a riqueza de Deus interagindo conosco a nosso favor. Para sermos participantes desta Glória que transforma e faz crescer precisamos amar Jesus e isto vai muito além do gostar ou dizer meras palavras, é entrega, dedicação, obediência, pois Ele disse que se guardarmos a Sua Palavra, ou seja, obedientes, a Trindade fará morada no nosso coração. Teremos a Glória de Deus em nós, mas a Glória a Deus manifestamos quando exercemos a Sua vontade.Há um outro sentido para a expressão ‘Glória a Deus’, não está ligada ao texto citado mas é de grande importância para nós cristãos. Esta expressão é um sinal de reconhecimento, é dar honra a quem merece honra, é gratidão à majestosa grandeza de Deus, é se colocar como súditos na presença do Rei. Mas infelizmente o que vemos é pessoas gritando ‘glória a Deus’ fora de hora, atrapalhando a pregação ou até quando algum irmão está compartilhando que foi assolado por uma desgraça e o outro manda: “Glória a Deus”, parece até que deu graças a Deus porque o irmão sofreu. Tem ainda aquele que manda um ‘Glória’ só para matar o silêncio, acabar com a monotonia, dar uma animada no ambiente, grita bem alto, perto do ouvido da senhora que está na sua frente, que apesar da sua audição não ser mais a mesma leva um tremendo susto.“Glória a Deus”. Jamais afastaremos estas palavras de nossas bocas, mas temos que analisar o momento e a motivação, pois no culto tem que haver ordem, decência e respeito a liturgia, Paulo falou: “Cada um controle o seu espírito, a sua emoção, os seus atos”.Mais do que a letra é o ‘espírito’ da letra, mais do que a palavra é a essência, o ‘espírito’ da palavra, a sua motivação. Deus ouve as palavras sinceras feitas na intimidade de um coração humilde e rejeita aquelas feitas por uma boca vaidosa, um coração orgulhoso e uma motivação enganosa. Isto não é um julgamento, de forma nenhuma! É apenas uma reflexão que se encaixa na vida de todo aquele que se denomina cristão, relevando que Deus ouve mais alto o nosso coração do que a nossa boca. Graças a Deus, pois a Sua Glória habita e se manifesta entre nós.Um Abraço cheio do amor de Cristo.

domingo, 9 de agosto de 2009